Ana Márcia

Tarde do Flashback

Edma Tahr é uma identidade secreta que usei num finado blog bem bacaninha anos atrás. Hoje estava procurando uma atividade para uns alunos e achei váaaarios textos antigos. Sempre me distraio quando isso acontece… A atividade não achei, mas aproveitei pra fazer um flashback aqui.

E a parte triste é que sempre fico com a sensação de que eu já fui bem mais legal. Tsc.

CALMA COCADA

Não. Eu não gosto de ser estressada. Mas eu sou. E PONTO FINAL. Agora que já esclarecemos este assunto, posso pedir um favorzinho?? NÃO ME PEÇA CALMA!!!! E PRINCIPALMENTE: NÃO ME CONSOLE!!!!

Seu cachorro morreu, sua unha tá encravada, seu cabeleireiro errou na tinta. O cachorro do vizinho fugiu do quintal e te mordeu bem na panturrilha. O motorista do ônibus conseguiu achar a única e minúscula poça d’água da rua e te jogou lama o bastante para fazer sua blusa amarela parecer “estampa de oncinha”. O que você faz???

Cientistas de Massachusets estimam que 75,872% da população reage a este tipo de situação ficando com ÓOOOOOODIO no coração. Eu, caros amigos, faço parte desse montante (ohhhhh, que revelação!!!).

Mas há aquelas pessoas que não o fazem. Em geral, são aqueles que exibem uma face cândida e um temperamento de monge budista em coma. “Fulano me transmite uma paz”, você diz dessas pessoas.

Sim, sim. É lindo ser uma pessoa centrada, equilibrada, em eterno estado de nirvana. Mas, por favor, seja esse tipo de pessoa LOOOONGE DE MIM!!!

“Ahhhhh não fica assim não, Edma”. Essas palavras são a senha para abrir a minha caixa de pandora. Geralmente digo as maiores barbaridades depois de ouvir esta frase . Muitas vezes até me arrependo (ohhhh! Essa sim é uma revelação bombástica!!! Edma <u>tem</u> coração!!!!!)

Mas eu realmente acho que deveria constar lá na declaração dos direitos humanos: “todo o homem e mulher (sobretudo as tepeêmicas) têm o direito de ficar P*TO-PÁ-CARÁI quando der uma topada ou em situações similares”.

Se você é uma dessas pessoas de sorte que não é estressada e que aceita todas as imprevisibilidades do cotidiano em paz, amor e harmonia, BOM PRA VOCÊ! Particularmente, eu gosto de chorar rangendo os dentes, sentir pena de mim mesma e saborear o gosto do fel que corrói meu fígado lentamente.

Estamos conversados???

E antes que alguém me recomende terapia, eu respondo: já comecei um tratamento psicológico, mas o cara só sabia me fazer perguntas idiotas, então não tive saco pra passar da terceira sessão.

E pra finalizar: se mais alguém me indicar o livro “POLLYANNA” eu vou delicadamente sugerir que vá fazer amor consigo mesmo!

Por Edma Tahr.

Ana Márcia

§ Paragrafando §

  • Tenho certeza (CERTEZA!) de que tenho algo urgente pra fazer (porque sempre tem, é simples assim). Mas tô aqui aprendendo a usar o Igoogle, ferramenta que minha sócia me apresentou (pela segunda vez, na verdade. É que cada vez que formato o computer regrido anos. Qualquer dia vou voltar a usar o “wordpad”).
     
  • Tenho certeza também de que tinha alguma coisa pra falar quando decidi postar, mas esqueci completamente. Minha cabeça é um labirinto e eu sou uma ratazana com sério retardamento mental que não consegue sequer lembrar qual interruptor acende a luz da cozinha. E não é um eufemismo, metáfora, seja lá qual for a figura de linguagem que se encaixe… eu realmente não decorei as funcionalidades dos interruptores (e nem das figuras de linguagem). Em minha defesa digo que são SEIS num pial só (e se você não sabe o que é pial, SORRY). Então é sempre uma emoção ir à cozinha de madrugada.
     
  • Meu filho roubou meu travesseiro. Tão gostosinho ele… o travesseiro. Nicolas não é gostosinho, é DELÍCIA, mas experimenta tentar pegar de volta o “gostosinho”.
     
  • Semana passada foi o último episódio da temporada de Grey’s Anatomy e eu tive ÓDIO (muito ÓDIO) do roteirista que tá com a mãe na zona fazendo programa por 1 real (só pode). Basicamente um coroa armado fez as vezes de Jason eliminando os personagens descartáveis que não deram muito certo. O problema é que EU SOFRO. Tipo, MUITO. Inclusive lembrei que o final da outra temporada foi bem sanguinolento também. E inclusive eu prometi que não assistiria mais a série, ou pelo menos seus últimos capítulos.
     
  • Nicolas está na fase do “não” e de brigar comigo como eu brigo com ele. E a mãe do Nicolas está na fase do por que. Ela não entende por que não consegue ser mais organizada, por que não lembra dos compromissos, por que a conta bancária tá no vermelho, por que não decora a função dos interruptores, por que sua série preferida a faz chorar por HORAS e por que perdeu o travesseiro pra um moleque de dois anos.
     
  • Acho que não esqueci nada.
     
  • A não ser aquilo que com certeza é urgente.

Ana Márcia

Play/pause

Quando eu jogava RPG com meus amigos (ignoremos datas, por obséquio), sempre escolhia os personagens com poderes estilo “superman”. Aqueles bem impossíveis de matar.

 

Inda agorinha tava aqui pensando que super força no dia-a-dia, de nada adianta (a menos que você trabalhe na “granero” ou como estivador). Visão de raio-x deve até ser bom passatempo na fila do banco, mas dificilmente paga as contas. Um super-sopro pode ser útil quando se está com preguiça de levantar pra fechar a porta, mas a visão de calor ficou totalmente obsoleta, depois do microondas.

 

Na vida real queria ter os poderes do japa de Heroes: controlar o tempo. Isso sim, seria de grande valia.

 

 

Imagina que lindo pausar o último minuto do dia 30 de abril (prazo final pra entregar o imposto de renda)??? E que tal conseguir segurar seu filho antes que ele derrube toda a caixa de chocolate em pó que só desgruda mesmo do chão lavando??? Que sensacional seria “brotar” todos os dias no trabalho no horário exato, sempre IMPECÁVEL e sem precisar maquiar as olheiras, porque, é claro, você sempre teria tempo pra dormir muito bem???

 

E quando as pessoas te perguntassem “sabe do que eu tô falando, né?” você poder dizer “sim” e numa fração de segundo passar a saber.

 

Quantos filmes eu assistiria sem interrupção, quantos livros eu leria no ritmo que eles merecem, quantos textos escreveria como quem faz um bordado… Resolveria todas as pendências também… mas só quando elas se tornassem problema (pra que prevenir quando sempre dá tempo de remediar?)

 

Acho que até dinheiro eu ganharia, sabe? (e sem trapacear na mega-sena).

 

Estranhamente, se eu tivesse esse poder, acho mesmo que não mudaria nada nos rumos da minha vida. Não sou saudosista e acredito MESMO que até hoje, tudo aconteceu como deveria.

 

Meu problema realmente é questão de tempo. E olheiras…

Next »