Sabe o que acontece? (Não. Eu ainda não falei) É que Râma está trabalhando em torno de 12 horas por dia. Inclusive sábado. Inclusive alguns domingos. Então, como falar com ele está quase tão difícil quanto brasileiro filho de mexicano conseguir visto pros EUA, eu o convidei a (vez por outra), postar aqui. Assim poderíamos ter nossos maravilhosos diálogos registrados e, ao mesmo tempo, um vínculo (pq só o namoro não tá bastando). Mas ele me esnobou com veemência. E, portanto, continuo só (só… só… [tipo, éco, saca?]).
Enfim… não era isso q eu ia comentar, mas sim isso:
- Vai trabalhar sábado?
- Vou.
- Hum.
- (…)
- (…)
- E domingo?
- Hum, acho q tb vou.
- Hum.
- (…)
- (…)
- Vc sabe q é assim, né?
- Assim o que?
- ASSIM Q SE TOMA UM CHIFRE!!!
Se o cara só quer saber de trabalho, a mulher acaba arrumando um vagabundo pra fazer uma “Sessão da Tarde”, né não??
O melhor de tudo é a cara se satisfeito q ele faz. Rs. Mas é aquilo né… perco o namorado, mas não perco a piada. Questão de honra!
Quando me perguntavam se eu pratico algum esporte, eu respondia perguntando outra pergunta (eco, eco…): xadrez no computador conta? Vinte e cinco anos de sedentarismo me proporcionaram momentos ímpares (como quando eu distendi um músculo durante a cópula com Râma). Mas isso agora é passado: (que ruflem os tambores… momentos de tensão…) ENTREI NUMA ACADEMIA. Não só entrei. Entrei, fiz matrícula e já estou puxando ferro (calma, Râma).
De acordo com as minhas previsões, em breve (na próxima vida, se cumprirmos a agenda) serei praticamente uma Madonna com um pouco mais de quadril. Musculação deve ser uma coisa q realmente funciona, pq 90% desses ratos de academia tem mó corpão sarado (de novo: calma, Raminha. Isso não impede q sejam feios. Não há motivos para ciúmes).
E vou te falar: é preciso ter peito (no sentido figurado, é claro) pra frequentar aquele antro de músculos sendo eu uma ratinha subnutrida. Em uma semana já fui sacaneada por várias pessoas, inclusive o faxineiro. Segue reconstituição da cena: estava eu falando com o instrutor segurando meu super-ultra-hiper-maxi-mega peso de 20 gramas, quando o faxineiro supracitado passou por mim e desferiu a pérola: “ajuda a moça, tadinha!”.
E isso foi só o começo. Não conto o resto agora pq aquele peso realmente me cansou. Vou para meus aposentos repousar.
Era uma vez uma blogueira desesperada e “desinspirada” que parou de poluir a internet com suas merdinhas (o diminutivo é pra ficar meigo). Parou e parada ficou por looooongos meses. Aí um dia ela acorda saudosista. Resolve rever seus textos antigos e fica deprimida por estar mais claro q a palma da mão do Michael Jackson, que ela ERA legal (”era” do verbo “agora-é-mais-chata-q-doença-venérea”. Hj eu tô podre).
Para provar ao seu póprio eu que aquilo era falso, a blogueira resolveu começar outro blog. Começou o primeiro texto cheia de esperança nos olhos, dedos e coração. Sentiu a inspiração voltar como a onda que volta pro mar. Sentiu a alegria, a euforia da criação. Em determinado momento, o êxtase era tão grande que ela se auto-congratulou. Abraçou seu computador dizendo para si: “Gênio! Eu SOU um gênio!”.
O sopro de criatividade foi tão forte que chegou a lhe levantar a saia deixando a mostra a calcinha com os dizeres “it’s now or never!” (que em bom português significa “um tapinha não dói”). Ela salvou sua obra em um arquivo com o modesto nome de “melhor que a bíblia” e dormiu.
No dia seguinte sentia uma dor de cabeça descomunal. Sentou-se ao computador e lembrou-se de seu momento “Beethoven”. Abriu o arquivo. Leu a obra. Ficou imóvel por alguns segundos e em seguida disse: “PORRA!!! TROCARAM MEU SAL DE FRUTAS POR LSD DE NOVO?????”.