Archive for December, 2007

Ana Márcia

Final de ano era a melhor época do ano pra mim, principalmente na infância e adolescência. Passava o dia 24 esperando a ceia e acompanhando os preparativos que minha mãe fazia. Reclamava horrores se estivesse chovendo. Marcava com os amigos da rua e comprava sidra vagabunda pra ficarmos quase bêbados.

Os anos passam e a gente começa a perceber que é sempre tudo igual. E quando os amigos da rua dispersaram e a família foi se esvaziando eu desanimei de vez. Não que eu não goste, só não vejo mais aquela magia. E pra melhorar, depois de anos presa à família na noite de Natal (meu pai tinha verdadeira neura), os coroas decidiram não fazer mais questão de nos reunirmos nesta data. Então nos últimos 3 anos minha sogra gentilmente nos cedeu abrigo.

Este ano, no entanto, vai ser diferente. Eu e a barriga conseguimos convencê-los a fazer uma ceia bem pequenininha, só pra nós. Mais do que nunca, em 2007 meus pais foram meu porto seguro e no ano que vem conto com eles pra não me deixarem entrar em pânico com a vida de mãe.

E por falar em família, Eros hoje me disse a coisa mais linda do mundo. Disse que esse ano ele não está sentindo um certo vazio que ele sempre sentia no Natal. Disse que acha que esse vazio era porque nunca estava perto de todos que ele ama: ou o pai estava longe ou ele estava com o pai e longe da mãe e de mim. Disse que agora a família está toda por perto e que, se não bastasse essa alegria, já temos nossa própria família. :´)

Ah! E pra finalizar me chamou de “princesa”! Normalmente acho essas coisas muito forçadas. Mas dessa vez achei LINDO. Vai entender…

PS 1: Pai, não tem presente esse ano, tá? A coisa tá preta…
PS 2: Mãe, você nem vai sentir falta né, afinal, você NUNCA QUER NADA!
PS 3: Sogras, sogros (sim, tenho vários) e cunhados, estaremos aí pro almoço no dia 25 (quero ver alguém achar minha barriga pequena agora!).

Amo todos vocês e todos os outros que não citei, mas que estão presentes o ano todo na minha vida.

Ana Márcia

Jô Soares é assunto velho, então não vou mais comentar. Mas como todo mundo contou lá como foi a gravidez-acidental, vou contar a minha também (aliás, qual gravidez não é acidental? O máximo que acontece é o acaso coincidir com a vontade dos pais, pois até onde eu sei, ninguém assina um “contrato de emprenhamento”).

Eu já estava desenvolvendo um certo instinto maternal, mas precisava quitar uns carnêzinhos (das “Casas Bahia”? Não. Esses eu já quitei! Uhul!) antes de encomendar o baby (que a julgar por mim e meus irmãos, será sem dúvida uma prestação pra vida toda!).

Evitava tomando pílula, o que me fazia passar horrores sempre que começava um nova cartela. Até que um dia a “gênia” aqui, teve a idéia de não fazer pausa entre um ciclo e outro. Nem sei direito quanto tempo fiquei nessa, mas quando finalmente fui ao médico contar minha bem-aventurança ele me deu um esporro… Mandou ficar 3 meses sem pílula.

Cheguei em casa e mandei logo a real pro pseudo-marido:

- Querido, vou ter que parar a pílula…
- Ué???? Você tomava????
- (cara de “dava pra ser mais desligado?”)
- Eu sei que tomava! Tava brincando…
- SEI. Enfim… vou ter que parar um tempo, então agora, neguinho, é sua responsabilidade botar camisinha nesta casa e no “júnior”, ok?
- Tá tranqüilo, amor. É até bom pra você parar de se entupir de hormônios.

Tão compreensivo. Mas isso mudaria nos dias que se seguissem, afinal, dentre as razões que levam um homem a casar estão o amor, a vontade de ter uma família, o medo de morrer sozinho e PRINCIPALMENTE, a promessa de nunca mais ter que transar com camisinha (essa tese eu já defendi no MB, inclusive).

O tempo passou e estava sendo tão maravilhoso não ter que tomar a pílula (e portando não ficar parecendo a menina d”O Exorcista” nos 6 primeiros dias) que eu fui adiando a consulta com o médico, quando ele receitaria uma outra pílula que me fizesse menos estragos.

Durante esse período vez por outra aconteciam diálogos do tipo:

- Meu amor, CA-MI-SI-NHA!
- Fica tranqüila, você não está no período fértil.
- Desde quando você entende disso?
- Vai por mim, eu sei!

E eu fui. Algumas semanas depois eu tinha CERTEZA de que estava grávida. Com dois dias de atraso fiz o teste de farmácia e não precisou nem dos 3 minutos pra aparecerem as benditas duas listras que de acordo com a bula significam “HAHAHAHAHA… SE FERROU!”.

A gente fica ali num estado de choque uns bons 15 minutos. Depois a gente chora de medo, desespero, felicidade… E no final pede a Deus que dê tudo certo. E continua pedindo o resto dos nove meses.

Ana Márcia

Pergunta o que eu estava fazendo hoje às 6:30 da manhã!!! Pergunta!!!

Batendo um prato de arroz, feijão, bife e salada!!!

Delícia!!!

Em minha defesa, digo que me bateu um sono sobrenatural ontem por volta das 8:30 da noite, e acabei dormindo sem jantar (e eu juro que tentava acordar!!!). Entre um sonho e outro eu acordava e pensava na comida me esperando na geladeira. Acordei cedo com o bebê chutando tudo! E mamãe já sabe que essa rebeldia é fome, então não tive dúvidas: dispensei essa frescura de leite, café, pãozinho e etc e fui logo requentar o rango (sim, porque eu engravidei/enlouqueci, mas tenho um mínimo de dignidade! Comida gelada é muito degradante…).

Agora que já dei a jantinha do baby (com o leve atraso, é verdade), vou tomar o meu café da manhã. ;-)

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