Jun 23rd, 2010
Tarde do Flashback
Edma Tahr é uma identidade secreta que usei num finado blog bem bacaninha anos atrás. Hoje estava procurando uma atividade para uns alunos e achei váaaarios textos antigos. Sempre me distraio quando isso acontece… A atividade não achei, mas aproveitei pra fazer um flashback aqui.
E a parte triste é que sempre fico com a sensação de que eu já fui bem mais legal. Tsc.
CALMA COCADA
Não. Eu não gosto de ser estressada. Mas eu sou. E PONTO FINAL. Agora que já esclarecemos este assunto, posso pedir um favorzinho?? NÃO ME PEÇA CALMA!!!! E PRINCIPALMENTE: NÃO ME CONSOLE!!!!
Seu cachorro morreu, sua unha tá encravada, seu cabeleireiro errou na tinta. O cachorro do vizinho fugiu do quintal e te mordeu bem na panturrilha. O motorista do ônibus conseguiu achar a única e minúscula poça d’água da rua e te jogou lama o bastante para fazer sua blusa amarela parecer “estampa de oncinha”. O que você faz???
Cientistas de Massachusets estimam que 75,872% da população reage a este tipo de situação ficando com ÓOOOOOODIO no coração. Eu, caros amigos, faço parte desse montante (ohhhhh, que revelação!!!).
Mas há aquelas pessoas que não o fazem. Em geral, são aqueles que exibem uma face cândida e um temperamento de monge budista em coma. “Fulano me transmite uma paz”, você diz dessas pessoas.
Sim, sim. É lindo ser uma pessoa centrada, equilibrada, em eterno estado de nirvana. Mas, por favor, seja esse tipo de pessoa LOOOONGE DE MIM!!!
“Ahhhhh não fica assim não, Edma”. Essas palavras são a senha para abrir a minha caixa de pandora. Geralmente digo as maiores barbaridades depois de ouvir esta frase . Muitas vezes até me arrependo (ohhhh! Essa sim é uma revelação bombástica!!! Edma <u>tem</u> coração!!!!!)
Mas eu realmente acho que deveria constar lá na declaração dos direitos humanos: “todo o homem e mulher (sobretudo as tepeêmicas) têm o direito de ficar P*TO-PÁ-CARÁI quando der uma topada ou em situações similares”.
Se você é uma dessas pessoas de sorte que não é estressada e que aceita todas as imprevisibilidades do cotidiano em paz, amor e harmonia, BOM PRA VOCÊ! Particularmente, eu gosto de chorar rangendo os dentes, sentir pena de mim mesma e saborear o gosto do fel que corrói meu fígado lentamente.
Estamos conversados???
E antes que alguém me recomende terapia, eu respondo: já comecei um tratamento psicológico, mas o cara só sabia me fazer perguntas idiotas, então não tive saco pra passar da terceira sessão.
E pra finalizar: se mais alguém me indicar o livro “POLLYANNA” eu vou delicadamente sugerir que vá fazer amor consigo mesmo!
Por Edma Tahr.